Metodologias para organização

•19 de janeiro de 2015 • Deixe um comentário

Todo início de ano vemos pelo menos meia dúzia de reportagens sobre como organizar a vida, quitar o carro, a fatura do cartão de crédito e coisas do tipo. Por um lado isso pode ajudar quem realmente está fodido, mas por outro, tais dicas não ajudam nem um pouco quem não tem uma vida tão atribulada (para o bem ou para o mal).

consuela family guy

Se você, por exemplo, precisa de dicas para terminar de ler todos aqueles livros que comprou na Black Friday de 2007 e ainda estão empoeirando no seu armário, as matérias sobre organização do Jornal Hoje provavelmente não irão te ajudar. Se sua caixa de entrada tem 666 – número meramente ilustrativo – e-mails não lidos, provavelmente nenhuma repórter do programa matinal da Record vai te ajudar com isso. Se sua área de trabalho tem mais arquivos que o próprio diretório C:\ e você ainda não conseguiu pensar numa metodologia para limpar tudo, o Zeca Camargo não tem uma dica pra você, meu amigo. E se sua lista de vídeos “para ver mais tarde” contém produções fantásticas desde a época em que o Jeremias Muito Louco ainda era o hit do verão, provavelmente só um blogueiro de 23 anos metido a engraçadinho pode te ajudar. E é aqui que eu entro!

Como diria Jack, O Estripador, vamos por partes!

Em primeiro lugar, reuna a bagunça em um lugar só. Ou melhor: categorize a sua bagunça!

Abra uma planilha e anote todos os livros que você ainda precisa ler (na segunda coluna, anote o número de páginas de cada um deles – isso pode ser útil no futuro). Como complemento – ou substituto – a isso, crie uma conta no Skoob (me adicione lá se você for legal), coloque todos os seus livros lá e crie uma meta de leitura a ser batida até o final do corrente ano. Até o momento minha meta são nove livros, mas à medida em que eu for terminando de ler eu vou adicionando mais.

barra skoob

Quanto à zona de guerra que se encontra na sua área de trabalho, jogue todos os arquivos dentro de uma nova pasta a qual você pode chamar de BAGUNÇA INFERNAL ou um nome mais agradável (a minha se chama START HERE). E a respeito de todos aqueles vídeos que você ainda quer ver – se é que ainda quer – você pode matar dois ou três coelhos com uma cajadada só: abra seu GMail – ou seja lá qual cliente de e-mail você usa, mas pelamordedeus, quem não usa GMail? Seja profissional pelo menos nesse aspecto! – e procure por todos os vídeos de canais em que você está inscrito e os adicione naquela lista mágica nativa do YouTube chamada ASSISTIR MAIS TARDE (ou WATCH LATER se sua conta está configurada em inglês). Para adicionar um vídeo à lista é só clicar no ícone do relógio no canto direito dele. Para entrar na lista, é só clicar no menu suspenso no topo da página do lado esquerdo.

youtube assistir mais tarde

Fazendo um adendo sobre o GMail, deixo aqui dois motivos para usá-lo (além do motivo de parecer mais profissional ao mandar uma mensagem pra qualquer pessoa na face da Terra): primeiro, ele tem o visual muito mais limpo do que qualquer outro; e segundo, desde 2013 ele possui três abas que fazem uma triagem do seu e-mail em três categorias (Principal, Social e Promoções). Os vídeos do YouTube vão para o Social.

Ainda falando em e-mails e em matança de coelhos com golpes de cajado – ou de pássaros com pedras – faça do Inbox Zero o seu novo mantra. Inbox Zero se consiste basicamente em limpar completamente sua caixa de entrada todos os dias (delete os e-mails inúteis, responda os que precisam ser respondidos e pare de procrastinar pela eternidade).

Um outro lugar onde pode haver muitos vídeos guardados é a sua barra de favoritos. Faça um favor a você mesmo e instale um plugin chamado “Über simple bookmark count“. Ele serve para mostrar quantas páginas foram favoritadas por você. Talvez tratamento de choque cure falta de organização. Quantos links apareceu aí pra você? 100? 500? 2000? Tem que ver isso aí, fera. Agora é hora de quebrar esse problema gigante em vários problemas pequenos.

No meu caso, eu tinha mais de 400 links. Alguns já estavam organizados por temas mas o resto era uma bagunça terrível. Entrei no gerenciador de favoritos e criei várias pastas que armazenariam meus links de 30 em 30, de forma com que eu pudesse lidar com um problema de cada vez. Depois diminui a quantidade de links dentro de cada pasta para 10. Faça isso também.

Um último foco de “desordem” talvez seja sua lista de filmes e séries para assistir. Assim como os livros, catalogue-os, mas não numa planilha porque vai dar muito trabalho. Crie uma conta no Filmow (olha a minha aí) e outra no Orangotag (eu aqui de novo) e, respectivamente, adicione seus filmes e séries lá. No caso das séries, o site aponta que eu assisto 48, mas a maioria ali é somente um lembrete para ainda começar a assistir.

E essas são minhas dicas por enquanto. Pelo visto o texto vai ficar um tanto quanto gigantesco, então vou dividí-lo em algumas partes (no máximo quatro). Não se esqueça que os passos listados até agora foram só o início para organizar a bagunça do dia a dia.

À medida em que eu for escrevendo, colocarei os links no final dos textos pra quem chegar aqui depois não ficar perdido.

Por hoje é só, pessoal!

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Três motivos que quase me fizeram chorar na faculdade esse ano

•23 de dezembro de 2014 • Deixe um comentário

Vai tarde, 2014.

PS.: aqui tem um tweet bônus diretamente de 2012, quando eu ainda fazia Jornalismo.

—–

Analisando rapidamente a nova propaganda que quer acabar com a infância do seus filhos

•14 de outubro de 2014 • Deixe um comentário

(Originalmente o nome da empresa estava no título do texto, mas resolvi retirar mesmo que no vídeo abaixo o nome dela apareça o tempo todo. Mas vamos lá.)

 

Esse aí em cima é o tal vídeo que, acredito eu, foi feito para ser veiculado na semana das crianças.

Antes de mais nada, vou explicar aqui que eu não sou um daqueles militantes chatos do caralho que ficam criando abaixo-assinado na internet porque alguma coisa ofendeu a moral e os bons costumes da família brasileira. Sério, leia meus outros textos e você verá que eu não sou um desses caras. Aliás, não lê não porque talvez vai ser você que vai criar uma petição para me banir da internet.

Continuemos.

Eu estava passando o feriado “de buenas” aqui em casa, quando surge a propaganda da TV por assinatura que evitarei dizer o nome, e uma coisa de chamou a atenção. E não foi uma coisinha minúscula que eu tivesse que esperar passar de novo para que eu pudesse confirmar. Eu tava distraído mexendo no celular e mesmo assim consegui captar o nível de UATAFOQUISMO (do inglês, UATAFÂQUE) desse comercial.

Vamos analisar verso por verso da musiquinha.

Era no sofá
Que eu queria ficar
Sem Cl*** HDTV
Não vai rolar
Não tinha desenho
Nem videoteca
Preferi desfilar
Com a minha boneca

Beleza, as crianças de hoje em dia são exigentes. Tudo bem eles quererem ter uma TV em alta definição. Mas olha que pena… ela não tem uma. Mas opa! Ao invés de ficar chateando seus pais para comprarem uma, a garota simplesmente vai pro seu quarto brincar de boneca. Show!

Não tinha pausa
Nem gravação
Melhor é brincar de balão

Caramba, que vacilo desses pais negligentes, não é mesmo? As crianças poderiam estar no conforto do sofá ao invés de estarem causando incêndios com balões mas… Ah, não… Peraí! Evidências comprovam que os balões do comercial são meros balões de gás hélio. Então tá tudo bem.

Papai afinal
Entendeu o recado
Agora o desenho
Ficou mais animado.

Agora o papai entendeu que não importa o quão saudável seja a sua infância, nada será melhor que assistir TV através da Cl*** HDTV.

Com o Neymar.

neymar no sofá

Tá vendo? Eu nem quis ser muito escroto. Só publiquei mesmo pela curiosidade da letra.
(Mas se eu tivesse um filho eu ia tentar arrancar uma grana dessa Cl***, ah se ia.)

Como uma comunidade no orkut me fez ser um cara muito babaca

•2 de outubro de 2014 • Deixe um comentário

Pois é, o orkut morreu. Enquanto vocês estavam se lamentando no twitter sobre um site que ninguém mais entrava desde 2009, eu estava gravando um podcast sobre o assunto. Inclusive, ouçam! Gravei com o dono do Treta, um dos primeiros blogs que eu acompanhei nessa blogosfera de meodeos e de quebra ele até divulgou o podcast lá no site dele. Vocês aí que não manjam dos blogs underground – então como vieram parar aqui?! – talvez conheçam o outro site do qual ele faz parte: um tal de Não Salvo.

galhos de árvore

Pois bem, voltemos para 2004, o ano em que ocorreu a historinha abaixo.

Eu morava numa cidadezinha do interior do interior do cu do mundo onde Judas perdeu as botas que era no interior de um buraco negro situado no estado de Minas Gerais. Eu estava com 12 anos e cursava a sexta série do Ensino Fundamental (que hoje em dia se chama sexto ano, mas até o final desse post já terão mudado novamente para sexta série).

Nossa professora de física – sim, eu estudava física aos 12 anos – tinha organizado uma excursão para o Museu de Física de Lagoa Santa/MG. Estávamos todos ansiosos pela viagem por motivos de: era uma excursão escolar, porra.

Tínhamos combinado de nos encontrar na porta da escola meia hora antes da partida para evitar qualquer tipo de atraso e outros imprevistos. Quase todo mundo estava lá na porta da escola, exceto um dos meus melhores amigos da época que chamarei aqui de Rallo Tubbs para preservar sua identidade. Todos se perguntavam onde estava o jovem gafanhoto mas nem sinal de vida dele.

Enquanto isso, na rodovia estadual…

Um oferecimento Google Street View e minha memória foda pra caralho.

Um oferecimento Google Street View e minha memória foda pra caralho.

… uma mãe e um filho esperavam no calor infernal das 6 da manhã um ônibus passar. Era Rallo Tubbs e sua mãe Berenice, que também teve o nome preservado. Após a impaciência atingir o nível 9000+, a senhora se volta para o filho e diz:

- Criatura, vá para a sua escola e veja se aquela caralha de ônibus vai sair de lá ou daqui da rodovia. Não é possível, meu Deus. Estamos esperando feito trouxas aqui e ninguém aparece para dar uma satisfação. Mas olha só, independente de onde o ônibus sair, você volta aqui e me conta. Não me faça esperar. Agora vai.

Caros leitores, não sei qual é a idade de vocês mas em 2004 pouquíssimas pessoas tinham um celular à disposição. E vale ressaltar também que meu estimado colega teve que andar por um quilômetro para chegar até a escola. Imagina a bosta que não ia ser se ele e o ônibus se desencontrassem. Mas não foi isso que aconteceu.

Na porta da escola haviam cerca de trinta alunos impacientes quando, de repente, alguém avista Rallo Tubbs. “YAY! Bora viajar!”, todo mundo pensou.

- Calma, gente, eu tenho que voltar lá na estrada pra avisar a minha mãe. – disse o garoto
– Não, cara, que burrice. A gente vai passar lá de ônibus e estamos saindo agora.

Não estávamos.

O ônibus demorou mais uns vinte minutos, que deveriam ter se transformado em horas ou milênios para a dona Berenice.

Finalmente partimos. Estávamos todos naquele clima de putaria e algazarra juvenil que só as melhores excursões são capazes de nos proporcionar (e olha que essa nem foi das melhores).

De repente, o motorista vê uma pessoa na estrada. Era uma senhora de quarenta e tantos anos, levemente acima do peso, muito brava, suando, fazendo sinal para o ônibus parar e com um galho na mão. Repetindo: com um galho na mão. É, caramba, um galho de árvore, nunca viu um? Pois então, era a dona Berenice.

Ao que o motorista abre a porta do ônibus, a mulher avança com toda a fúria que um ser humano pode sentir momentaneamente pelo próprio filho e começa a dar galhadas no garoto enquanto gritava:

- SEU MOLEQUE! EU FALEI PRA VOCÊ VOLTAR AQUI E ESPERAR COMIGO! E VOCÊS TODOS AÍ ATRÁS, PAREM DE RIR DO MEU FILHO SENÃO EU BATO EM VOCÊS TAMBÉM!

Coitado, deve ter sido humilhante pra caralho.

Nossa professora conseguiu conter a mulher, que saiu do ônibus de volta para casa (que não era nem um pouco perto de onde estávamos, muito menos perto da escola), deixando para trás o seu filho, que seria alvo de muita zuera e pilhéria.

Visitamos o museu, fato que eu quase não me lembro. Porém me lembro da nossa professora dançando “You’re Still The One” da Shania Twain com um dos alunos na viagem de volta. Aluno esse que tinha um nome que rimava com seu apelido: Jadeu.

E agora chegamos à parte do texto que justifica seu título.

Cerca de um ano e meio depois eu me mudei de cidade. Com isso, eu precisava manter contato com meus amigos e colegas. Era uma necessidade.

Acontece que meu senso de empatia era zero, como todo adolescente retardado, e lembrando-me da puta história engraçada que havia acontecido no dia da visita ao museu, criei uma comunidade.

"Desenformado" foi um erro legítimo. O resto foi por causa do limite de caracteres.

“Desenformado” foi um erro legítimo. O resto foi por causa do limite de caracteres.

A comunidade bombou pra cacete, como podem perceber. Mas o triste mesmo é que eu nunca mais recebi uma notícia da vítima da história toda. Em parte por ele nunca ter feito uma conta no orkut, em parte por ele ter me achado um escroto que só estava esperando sair de seu alcance para poder zoá-lo, eu suponho.

Vocês podem clicar aí na imagem da comunidade para ampliá-la e tentar identificar alguém. A propósito, uma das comunidades que eu não desfoquei é a de um amigo que visitava esse blog de vez em quando e deixava uns comentários bem legais. Deve ter mais de um ano que eu não recebo notícias desse puto. Manifeste-se, por obséquio.

PS.: aqui vai uma informação muito inútil: o screenshot dessa comunidade foi feito em 17/02/2007.

E é isso.

[Curtam, compartilhem, retuitem, imprimam e colem nas paredes da sua escola ou faculdade.]

E não é que eu entrevistei o Marcos Castro?

•16 de setembro de 2014 • Deixe um comentário

Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Por aqui também.

Sei que o blog tá meio parado, mas é porque eu tenho feito muita coisa desse lado de cá da tela e me dividindo entre a faculdade e o meu podcast que agora meio que é minha prioridade em termos de internet. Dá trabalho pra caramba organizar e manter o site, além de escrever as pautas, gravar e editar os episódios. Mas enfim, é algo que eu gosto de fazer e possivelmente deveria ser internado num hospital psiquiátrico por causa disso.

E falando em podcast, o primeiro episódio dessa “nova temporada”, por assim dizer, saiu hoje:

comequepod0032

Se você quiser ouvir – e ouça pois está muito legal – é só clicar na imagem acima e depois no player ou no botão de download lá no post desse episódio.

Foi o podcast mais rápido que eu já editei. Sentamos lá na orla da Lagoa da Pampulha no sábado de manhã e três dias depois e podcast estava pronto. Se eu manter esse ritmo, toda semana terá um podcast novo. IMAGINA QUE LOCO.

No mais é isso, pessoal. Mesmo eu postando pouco por aqui esse ano, vocês ainda podem acompanhar meus outros projetos. Se não sair nada aqui, tenha certeza que tem texto ou podcast novo lá no ComéquePOD.

Se quiser me seguir no twitter também, fique à vontade. Tenho postado menos merda ultimamente (até mesmo por falta de tempo) e recorrentemente coloco o link de alguma coisa nova que eu fiz.

Grande abraço,
a gerência. xD

PS.: Compartilhem esse post e/ou o podcast com os amigos. Nosso objetivo é fazer com que ele seja o mais baixado desses quatro anos de site.

Nem acredito que esse blog já tem cinco anos!

•24 de agosto de 2014 • Deixe um comentário

Pois é, galera… mais um ano se passou e eu ainda estou aqui publicando textos por causa de uma ideia que eu tive aos 13 anos. Caso você não tenha lido – mas eu recomendo que leia – a retrospectiva de toda a minha saga na caótica terra da blogosfera, tudo começou porque eu li uma matéria sobre blogs na Revista Veja no longínquo ano de 2005.

(2005 aliás foi o ano de lançamento de Batman Begins e Harry Potter e o Cálice de Fogo, os últimos filmes que eu vi no cinema da minha cidade. Cliquem na imagem e entendam porque.)

batman begins e harry potter e o cálice de fogo

Mas voltando à retrospectiva, haviam dois pequenos detalhes não mencionados que agora faço questão de contar: o primeiro é que antes do blog ganhar o nome de Ovo de Yoshi, ele havia recebido o nome mais bosta ainda de Dan Regularis por fazer uma péssima analogia com meu nome.

Já o segundo detalhe, eu até comentei muuuito tempo atrás por aqui, mas talvez alguns leitores novos ainda não saibam: antes da febre dos vlogs no Brasil eu havia criado o meu. Pois é, eu tive a cara de pau de me trancar no quarto falando sozinho pra uma câmera. Obviamente todo e qualquer registro dos poucos vídeos feitos foram completamente obliterados da internet. No entanto, deixei a abertura e um dos créditos salvos como registro.

Divirtam-se.

E no mais é isso.
Obrigado a todos que ainda visitam essa joça e não deixem de compartilhar os textos mais legais com os amigos pra que eu consiga bater meu próprio record de acessos do ano passado. ;)

[Divulgue para seus amigos! / Facebook / Twitter / Podcast]

Pequenas lembranças de outras Copas do Mundo que não são necessariamente ligadas a futebol

•14 de junho de 2014 • Deixe um comentário

E por incrível que pareça, está tendo Copa sim.

Como vocês talvez desconfiem, ou tenham percebido pela ausência de textos sobre esportes após todos esses anos de blog, eu não gosto de futebol. Não gosto de assistir pois não tenho paciência, não gosto de jogar pois me falta habilidade e tampouco gosto de video-games de temática futebolística pois prefiro jogar coisas as quais eu seria preso se fizesse de verdade, tipo matar prostitutas com tanques de guerra voadores ou pisotear tartarugas após o consumo de quantidades inimagináveis de cogumelos.

Pois bem, ajuste o seu DeLorean para 10 de junho de 1998 ao meio-dia e meio (horário de Brasília). E horário esse em que o Brasil iniciava sua disputa com a Escócia no primeiro jogo na França.

E horário em que essa foto foi tirada:

copa98_pixels

É incrível pensar que essa foto foi tirada há 16 anos. Me faz sentir velho. Também é incrível notar que de todas as coisas nessa foto, apenas eu e o baú estamos aqui para contar história. Aquela bandeira deve ter ido parar no lixo após a derrota do Brasil na final, minhas roupas possivelmente foram doadas devido ao fato de eu ter crescido alguns centímetros, mudamos de apartamento (e de cidade) em dezembro daquele ano e a TV foi vendida em 2009.

Olha o baú aí! (O ventilador também é daquela época.)

Acabei lembrando de outra coisa: eu também adorava o Footix. Sim, o mascote do país-sede que foi campeão e que deu aquela catracada de 3 a 0 no Brasil. Acho que era porque ele me lembrava o Pica-Pau, sei lá, mas eu vivia desenhando aquela porra na escola.

Mas falando em Copa do Mundo – ou não – eu me lembro de pouquíssima coisa que aconteceu em 2002. Teve o Ronaldo com aquele cabelo sinistro; teve a estreia do quadro Copas de Mel no Fantástico com a Denise Fraga, onde ela e o Selton Mello viviam altas aventuras como um casal apaixonado que influenciou indiretamente todos os resultados dos mundiais desde que o Brasil conquistou o primeiro título; teve aquele dia em que eu fiquei no computador emburrado com meus pais por algum motivo e não quis ir pra sala quando eles me chamaram para ver o gol que o Ronaldo tinha feito e… ah, e teve a conquista do Penta, mas eu era tão novo e já me importava tão pouco com a Copa que tudo aquilo acabou passando batido.

ronaldo2002

Avançamos quatro anos na história e… UAU! Eu não me lembro de absolutamente nada do que houve em 2006. A não ser isso.

Quanto às memórias de 2010, existe uma que está bastante vívida e é bem possível que seja devido ao número de coisas absurdas e improváveis que aconteceram num certo dia de jogo.

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Nesse ano eu tinha ido morar em Diamantina que, pra quem não está familiarizado com o carnaval ou com a cultura de Minas Gerais, é uma cidade universitária de aproximadamente 45 mil habitantes, onde tudo que lá existe é sinônimo de álcool e putaria generalizada. A coisa já começou aí. Em segundo lugar, me chamaram pra Baiúca e eu fui! Baiúca é um cruzamento de ruas – com bares em volta e mesas onde deveriam haver carros – que ganhou esse nome por causa do bar mais famoso. O nome do bar que eu fui na verdade é Da Terra, mas isso não faz diferença (a não ser que você esteja do lado de dentro do estabelecimento ao invés das mesas na rua e, como eu estava lá dentro, na verdade faz diferença sim.) Pois é, eu estava num bar e eu nem bebia! E eu estava vendo futebol nesse bar! E quem me convidou pra ir nesse bar foi uma garota que eu jamais pensei que pegaria, mas como a vida é uma brincalhona, às vezes ela facilita bastante pro nosso lado, fazendo a gente deixar o medo da rejeição e a vergonha dentro de casa e fazendo com que garotas bonitas queiram pegar rapazes não tão bonitos assim.

E como se tudo isso não fosse improvável o bastante, quando nós saímos do bar, demos de cara com aquele que viveu um par romântico com Denise Fraga em 2002. Selton Mello & Sua Turma estava gravando cenas da minissérie “A Cura” na cidade e, durante uma pausa, lá estava ele dando rolê na cidade, abraçando universitárias e autografando calcinhas bloquinhos da Betty Boop.

É engraçado pensar que a Copa do Mundo é um evento que faz um país inteiro parar, mas que pra mim é apenas um plano de fundo para alguns momentos importantes não-relacionados ao futebol. Mas antes que você pense que eu sou um escroto babaca que se acha melhor que os outros por causa disso, saiba que eu assisti ao primeiro jogo desse ano. E acompanhei ao vivo as reações exageradas dos gringos do Reddit enquanto isso. Foi divertido.

"Querido diário, o jogo de hoje foi show. Estou confiante de que 1998 será o ano do Brasil. Estou confiante também de que nos próximos anos eu irei ganhar um computador e terei acesso a uma rede mundial deles para publicar para centenas de pessoas todas as merdas que me venham à cabeça. Espero também do fundo da minha alma que quando eu for mais velho, eu tenha o bom senso de não publicar as fotos da minha infância nessa tal rede mundial de computadores. Por enquanto é só. Meus indicadores já estão ficando roxos de tanto datilografar. Até breve."

“Querido diário, o jogo de hoje foi show. Estou confiante de que 1998 será o ano do Brasil. Estou confiante também de que nos próximos anos eu irei ganhar um computador e terei acesso a uma rede mundial deles para publicar para centenas de pessoas todas as merdas que me venham à cabeça. Espero também do fundo da minha alma que quando eu for mais velho, eu tenha o bom senso de não publicar as fotos da minha infância nessa tal rede mundial de computadores. Por enquanto é só. Meus indicadores já estão ficando roxos de tanto datilografar. Aliás, quantas pessoas ainda possuem uma máquina de escrever no final dos anos 90? Com esse questionamento, eu me despeço por ora. Até breve.”

 
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