Minha maior frustração escolar

•13 13UTC janeiro 13UTC 2012 • 2 Comentários

Olá, tudo bemmmm? [/PauloHenriqueAmorim]

Visto que algumas conversas que eu tenho me levam a escrever novos posts, falarei hoje sobre minha maior frustração escolar.

Quando eu tinha sete anos e fui para a primeira série (ou primeiro ano, agora não sei. Porque diabos eles mudam a nomenclatura a cada geração?) ganhei de duas tias minhas uma porrada de livros didáticos da primeira série e de séries mais avançadas. Minhas tias eram professoras do ensino fundamental e, como seus filhos já eram bem mais velhos que eu, acabei herdando toda aquela vasta coleção de encadernados. Desde os livros mais conservados até àqueles caindo aos pedaços e com a capa coberta por uma sacola azul. Mas cavalo dado não se olha os dentes…

Cavalo dado

Então o que aconteceu? Com minha malandragem juvenil, tentei aprender tudo que eu pude sobre assuntos mais avançados para que na terceira ou quarta série, eu fosse o aluno mais esperto de todos. Não que eu fosse burro, mas sempre rolava aquelas competições de quem responde mais perguntas, quem termina a prova primeiro, coisa e tal.

Porém, os conceitos dos livros eram um pouco confusos sem as explicações dos professores. Resolvi mudar de estratégia e, ao invés de aprender, resolvi decorar o máximo de coisas possíveis, mas como a Lei de Murphy nunca falha, somente uma coisa permaneceu na minha cabeça:

“A MAGNETITA É O ÚNICO IMÃ NATURAL.”

Pois é, meus amigos. A magnetita é o único imã natural, não é incrível? Aposto que vocês não sabiam disso.

E sabe quantas vezes a Dona Terezinha, minha professora da quarta-série, perguntou pra turma qual era o único imã natural?

Nenhuma.

Love Hina (o segundo anime que eu assisti)

•8 08UTC janeiro 08UTC 2012 • 2 Comentários

Olá, vocês. Talvez vocês não saibam, mas minha infância foi a mais normal possível, regada a desenhos norte-americanos. Nunca assisti Pokemon, Digimon, Bakugan, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco e essas coisas pervertidas que os orientais espalharam pelo mundo.

Ou vai me dizer que isso é normal pra uma criança de 6 anos?

Inclusive tem um vídeo caseiro meu onde eu tô assistindo TV na sala e minha mãe (ou meu pai, não lembro) me pergunta o que eu tô assistindo.

“Tô atitindo os Timpsons” (Tô vendo os Simpsons aqui, blz?) – respondi

Talvez seja até por isso que meu senso de humor desagrada às pessoas de bons costumes e valores familiares. Se quando eu tinha quatro ou cinco anos assistia Simpsons e hoje eu escuto UDR e rio de piadas que falam de religião e aborto, o que será de mim dentro de dez ou quinze anos? Ainda bem que não existe mais a inquisição

Voltando ao assunto de hoje, vou falar sobre um anime que eu conheci no auge dos meus dezenove anos. Estava eu saindo com uma colega de faculdade no ano passado, e essa menina era provavelmente a única otaku da cidade. Aliás, aprendi com ela que “mulheres-otaku” são chamadas de otome. Vivendo e aprendendo.

Pois bem, estava eu na casa da menina quando ela resolve me apresentar toda a sua coleção de posters, roupas de cosplay, DVDs de hentai anime e tudo que envolve a cultura japonesa. Inclusive seu vestuário era completamente discrepante das outras meninas da cidade. Veja bem, estamos falando de uma cidade universitária de aproximadamente 45 mil habitantes, onde tudo que existia ali era sinônimo de álcool, sexo e roupas curtíssimas. Não foi à toa que o visual da otome me chamou a atenção.

Depois de me apresentar seus animes ela me passou um monte deles, incluindo o sanguinolento High School of The Dead (que é bom pra caralho) e o Love Hina (um anime de mulherzinha mas que é engraçado pra caramba). Aliás, a pasta que ela copiou tá na minha área de trabalho até hoje. Eu tenho que arrumar um lugar melhor que o desktop pros meus arquivos.

Quase 20GB!

Enfim, assisti todos os episódios e acabei gostando. E não foi porque eu queria impressionar a menina, afinal eu já tava ficando com ela. Aliás, isso é uma coisa muito escrota: o cara não tem nada a ver com a pessoa que ele tá afim mas fica inventando gostos em comum pra poder impressionar. Claro que fazer coisas para impressionar a mulher que gosta e fingir ser algo que não é são duas coisas completamente diferentes. Acho que vocês entenderam, né? Então tá.

A história de Love Hina é sobre um rapaz chamado Keitarô que vai prestar o vestibular pra Universidade de Tokio. Como ele é um pé-rapado (além de ser meio burro) ele vai pedir abrigo na casa do avó, mas acaba descobrindo que o lugar virou uma pensão feminina onde mora Naru Narusegawa (a outra protagonista) e suas amigas. Durante os episódios rolam altas cenas de ~climão manêro~ entre os dois, além de tramas à parte onde uma das meninas (Kaolla, a mais maluca de todas) se revela princesa de um reino blá blá blá blá blá… Essas coisas você pode achar até na wikipedia, mas eu recomendo que baixe logo o anime porque tem spoiler pra caralho na enciclopédia colaborativa.

Mas porque diabos eu tô falando desse anime? Primeiro, porque é legal. Segundo, porque a música de abertura é viciante e eu faço questão de aprender a cantar. Terceiro, porque eu tava cantarolando essa música mais cedo e resolvi escrever esse post, afinal o blog é meu e eu falo do que eu quiser.

Recomendo que veja também esse vídeo, com a música sendo tocada no piano.

PS.: o texto ia se chamar “Love Hina (o PRIMEIRO anime que eu assisti)”, mas quando eu já tava no meio do texto lembrei que o primeiro foi Serial Experiments Lain, o qual eu recomendo fortemente.

Nostalgiando no Google Street View

•28 28UTC dezembro 28UTC 2011 • 1 Comentário

ATENÇÃO, CAMBADA! HOJE É MEU ANIVERSÁRIO E ESTOU ACEITANDO PRESENTES.

E agora, vamos ao texto de hoje…

Ao longo desses meus 20 anos de vida morei em nada menos que seis cidades. Isso dá mais ou menos 3,33 anos em cada cidade (ou 3 anos e 4 meses caso você não queira fazer a conta).

Quando surgiu o Google Earth, o qual eu soube da existência muito antes do Google Maps, eu fiquei ensandecido. Queria procurar por todos os lugares os quais eu já tinha ido na vida. E olha que só dava pra ver fotos de satélites tiradas em má resolução e, se não me engano, quando a cidade era relativamente pequena e desconhecida, nem dava pra você procurar pelo nome da rua.

Alguns anos se passaram, grandes melhorias googlezísticas aconteceram, a interwebs evoluiu, eu me tornei rico e famoso e o Google Street View foi criado. E lá fui eu procurar pelos lugares onde passei e, mais importante que isso, pelas casas onde eu morei. Totalizando, foram 12 residências entre casas e apartamentos (contando com a casa onde eu morei nos meus 6 primeiros meses de vida, e uma outra casa onde morei apenas durante um mês, sete anos mais tarde).

Acontece que quando o carro do Street View passou no Brasil pela primeira vez, no final de 2009, apenas duas cidades “minhas” foram fotografadas. E pra minha falta de sorte, eram justamente as duas cidades mais recentes. Foi interessante ver as fotos e tudo mais, porém o sentimento de nostalgia foi zero.

Alguns meses se passaram e então chegamos no dia 27 de setembro de 2011, também conhecido como “três meses atrás” caso você esteja lendo isso na data de publicação. O portal G1 publicou uma notícia sobre o Street View mas a única menção feita foi que a região sul do Brasil tinha entrado para a lista de lugares fotografados. Grandes merdas, eu não moro lá. Aliás, nunca nem cheguei perto da região sul do Brasil. Enfim.

Estava eu mais uma vez trabalhando como analista de redes sociais tuitando vagabundamente quando me deparo com um tweet avisando que Montes Claros tinha sido fotografada. “Com mil caralhos!”, pensei. (Mentira, não pensei isso. Apenas escrevi pra tentar dar um impacto maior nesse texto.)

Montes Claros foi a cidade onde eu morei entre os anos de 1992 e 1998. Saí de lá alguns dias após meu sétimo aniversário (que, aliás, foi o melhor de todos até hoje) e voltei somente uma vez, com 8 ou 9 anos. Agora imaginem vocês o que se passou na minha cabeça quando surgiu a oportunidade de rever as ruas em que eu morei, os prédios que foram meus lares por alguns anos, a escola na qual eu aprendi diversas coisas inclusive que apontar o dedo em riste para a bunda da professora enquanto um filho da puta dedo-duro está te olhando pode te ferrar, e muitos outros lugares. Primeiramente fiquei empolgado, mas depois hesitei por alguns segundos pois eu estava com medo de, quase 14 anos depois, a cidade ter mudado drasticamente e assim eu perderia as imagens que eu guardava na cabeça.


“Que se foda”, pensei.

Abri o Google Maps e digitei o endereço do último lugar onde eu morei em Montes Claros. Permita-me explicar: meus pais e eu moramos em dois apartamentos lá. Decidi procurar pelo mais recente pois era o que estava mais fresco na memória.

Pois bem, não cheguei exatamente no prédio, mas sim na esquina, onde outrora foi um lote cercado por um muro e hoje era um supermercado da rede Bretas. Caminhei virtualmente pelo quarteirão e qual foi minha surpresa que a ÚNICA mudança que fizeram no prédio foi a pintura da fachada. Antes era laranja e agora é cinza.

Se você está lendo isso, saiba que dá pra clicar em todas as fotos desse post.

Clique para abrir o Street View

Depois de admirar aquele prédio por alguns minutos, comecei a relembrar certas coisas do meu passado. Por exemplo, na casa ao lado havia um moleque muito chato que um dia – não sei como – obteve minha permissão para ir na minha casa e entrar no meu quarto. Naquela tarde mostrei a ele os meus tazos que estavam guardados na gaveta. Pra minha surpresa, quando o moleque filho da puta já tinha ido embora, abri a gaveta novamente e dei por falta de alguns daqueles meus itens de coleção. Obviamente fiz o que qualquer um na minha idade faria: chamei minha mãe e ela me levou até a casa do menino que me devolveu tudo (bom, acho que foi tudo mesmo).

Como o universo não perdoa e o que aqui se faz aqui se paga, a casa do pequeno delinquente acabou virando um laboratório. Agora ele não poderá ver sua casa novamente.

Depois de rever esses lugares, assim como a minha escola que ficava na mesma rua do apartamento, eu me dei uma missão: achar o primeiro apartamento onde eu morei, o lugar onde eu cortava o cabelo e onde foi que eu comprei meu cartucho do Tom & Jerry. Apesar desses dois últimos serem locais completamente aleatórios, eles fizeram parte da minha infância e eu sabia que dava pra encontra-los facilmente (o salão era perto do local de trabalho do meu pai e eu tenho o cartucho de Tom & Jerry até hoje com a etiqueta da loja atrás).

Pois bem, missão dada é missão cumprida e aqui estão os lugares:

Bom, ainda não achei meu cartucho de Super Nintendo. Ao invés disso, apresento-lhes a melhor pizzaria do mundo:

E agora, pra terminar, vou mostrar dois lugares bem legais: os fundos da minha escola e uma lojinha chamada All Time, que me dá a impressão de que se existissem hipsters nos anos 90 eles a adorariam.

Esse post não tem conclusão, são apenas fotos e uma historinha não muito bem contada da minha infância. Apesar disso, terá uma continuação que será publicada em breve. Aguardem.

E não se esqueça: hoje é meu aniversário, portanto dê-me os parabéns nos comentários.

Aquela vez que eu fui ignorado pelos meus colegas de infância

•23 23UTC dezembro 23UTC 2011 • Deixe um comentário

Quem convive comigo, lê meus textos ou ouve meus podcasts sabe que eu sou saudosista pra caramba. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer – e que a internet quebrou um pouco do “encanto” – é me encontrar (acidentalmente ou não) com pessoas com as quais eu convivi anos atrás. Bom, nem todo mundo porque a maioria é um bando de filho da puta mermo. (Brincadeira!)

Encontrar um ex-colega na rua e ter cinco minutos de conversa é muito mais legal do que adicioná-lo entre seus 235 amigos do orkut Facebook e só conversar com ele uma vez por ano quando for dar aquele “Parabéns, tudibom” manjado no aniversário dele.

Então, sem mais enrolações, vou contar a história de hoje.

Estava eu num lugar que eu não me lembro bem onde era. Parecia um hotel, mas talvez fosse um clube. Tudo que eu lembro é que tinha um pequena construção com alguns quartos dentro e uma piscina lá. Bom, eu tive a impressão de que lá dentro teriam quartos, mas não sei ao certo porque não só vi o lugar do lado de fora. Aliás, parecia muito com o lugar da foto abaixo.

Era dia e eu estava andando pelo lugar. Pra minha surpresa, encontro uns 6 ou 8 ex-colegas que estudaram comigo há nove anos. Eu, do alto do meu saudosismo, fui logo falar com eles e perguntar o que fizeram da vida durante esse tempo.

Pra minha surpresa e estranhamento, o máximo de conversa que eu tive com eles foi um aperto de mão que eu dei num colega meu (arrogante desde os tempos do ensino fundamental, aliás) e um “oi” que eu disse pra uma colega mais simpática. Após isso, eles me deixaram de lado e automaticamente fizeram uma rodinha tal qual jogadores de futebol fazem para discutir táticas de jogo minutos antes de uma partida.

Eu, ainda empolgado com a presença daquelas pessoas, tentava chamar a atenção delas e entrar na rodinha também. Fui sumariamente ignorado e fiquei chateado pra caramba.

Ainda bem que após isso eu acordei. Imagina só que horrível você ser ignorado pelo seus colegas de infância fora de um sonho.

Descoberta do dia: Ars Gratia Artis

•12 12UTC dezembro 12UTC 2011 • Deixe um comentário

Desde minha infância, época em que eu me divertia assistindo Tom & Jerry, venho me perguntado o que diabos significa aquela coisa em cima do logo da MGM.

Nota: na verdade “aquela coisa” não fica em cima, ela também faz parte do logo. Mas divago.

Hoje, procurando o significado de uma expressão em latim na wikipédia, descubro que “Ars Gratia Artis” significa “Arte pela Arte”. Pra quem não conhece a expressão, ela vem do parnasianismo, no qual os autores faziam uma arte por si só e não como um pretexto para expressar o amor, por exemplo.

Pra mim chega a ser poético. Pro Elvis Diego (que tá conversando comigo pelo skype agora) é algo totalmente inútil e idiota.

Que se dane.

 
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