Mudança de paradigma

•4 de abril de 2014 • Deixe um comentário
E pela primeira vez na história desse blog: peitos.

E pela primeira vez na história desse blog: peitos.

Eis que eu me deparo novamente com o instagram desse meu xará. Provavelmente o nome dele deve ser Daniel (“Dêniel” pra não errar o sotaque), mas isso já basta pra eu considerá-lo meu xará – principalmente se ele é um cara foda como aparenta ser nas atuais 484 fotos do seu Instagrão.

Digo que me deparei novamente porque da primeira vez eu não dei tanta importância pra ele porque “dane-se, é só um cara rico” e porque eu não tinha instagram na época pra poder acompanhar as altas aventuras de um milionário do barulho. Mas depois de apresenta-lo a vocês, farei a defesa de uma breve tese que eu criei hoje mesmo. Bom, esse jovem rapaz de 33 anos se chama Dan Bizerian e segue uma tranquila vida heteronormativa e prejudicial à moral e bons costumes familiares. Ele é filho de um executivo de Wall Street e, não contente em viver sugando a grana do pai, resolveu fazer o próprio pé-de-meia sendo fuzileiro naval, ator e jogador de poker. ¯\_(ツ)_/¯

E aqui eu paro, mostro-lhes o seguinte gráfico e emendo a seguinte pergunta:

grafico_dan

O que nos impede de sair do ponto (A) e ir para o ponto (B)?

A resposta obviamente consiste de vários fatores, mas eu vou deixar aqui uma outra pergunta pra evitar a “análise sociológica”: por que se contentar em ser mediano se você pode ser o melhor? Não estou falando de discurso motivacional nem nada do tipo; estou falando de termos práticos. Se você estuda, por exemplo, e não tira notas muito boas, WHAT’S YOUR FUCKING EXCUSE? Porque assim, se todos estão recebendo a mesmíssima informação, então por que é que você tira 6 e o Astolfo sempre tira 10?

E porque é que você insiste que vai ficar milionário nesse emprego meia-boca sabendo que é simplesmente impossível fazer seu salário durar até o início do próximo mês? Fazendo um parêntese aqui rapidinho, você sabia que pra suprir as necessidades básicas de uma família de 4 pessoas era preciso ganhar 3 mil reais por mês? E pior: cê tá ligado que pra ficar milionário de verdade você precisaria trabalhar mais de 115 anos (CENTO E QUINZE ANOS!) recebendo salário mínimo, livre de impostos e guardando cada centavo?

Pois é, meu amigos. Não tá fácil pra ninguém.

Felizmente eu tenho um pequeno plano a médio e longo prazo que se tudo correr bem… bom, vai tudo correr bem. Não vou entrar em detalhes mas a única coisa que eu digo é que não envolve entrar pro exército ou jogar poker.

E é tudo dentro da lei também, vale ressaltar.

E um spoiler: envolve estudar economia PRA CARALHO.

Caligrafias, cadernos e disciplina na escola

•2 de março de 2014 • 6 Comentários

Já falei sobre o Reddit algumas vezes aqui. É incrível como dá pra achar tanta coisa foda numa única rede social ao invés de brigas de ego e chapolins sinceros. Twitter e Facebook, estou falando de vocês.

Estou aqui dando uma rolada rolando a página inicial do Reddit quando vejo um post do /r/Handwriting onde um usuário pede dicas de como melhorar sua caligrafia, muito embora eu não ache que ele precisa.

reddit caligrafia handwriting

Resolvi sair da página inicial e adentrar ao subreddit das pessoas cujas caligrafias são tão maravilhosas que me deixam envergonhado pelos meus últimos 16 anos como estudante. E foi aí que eu vi a foto abaixo. Cliquem nela pra ficar gigantesca.

caderno de química

Letra bonita, caderno organizado e química orgânica: o universo tá querendo mesmo que eu me mate de vergonha, só pode.

Juro pra vocês que eu fiquei alguns minutos admirando cada nuance dessa caligrafia, tentando descobrir um jeito de emulá-la e tranformá-la na minha própria, além de tentar encontrar um padrão de organização para o uso de cada cor. É uma página verdadeiramente bonita.

E depois de comentar isso no twitter e iniciar uma conversa de duas horas com o @rafabulsing (leiam o blog dele também!), eu me lembrei como eu fui um total fracasso quanto à minha disciplina na escola – assim como na faculdade – no quesito de anotar a matéria da aula e deixar meus cadernos legíveis e apresentáveis.

Não lembro bem como eram meus cadernos no Ensino Fundamental, mas quando fui para o Ensino Médio resolvi abandonar a letra cursiva afim de tornar as coisas mais claras pra quem quer que lesse o que eu escrevia. Demorou um tempinho para me acostumar mas a mudança ocorreu. No entanto, em algum momento da minha vida, eu adotei uma mania estranha (quase um TOC) de fazer pontinhos com a caneta no meio das palavras. Era algo injustificado. Eu simplesmente queria acertar algum átomo perdido no meu caderno mas nunca conseguia fazê-lo de primeira, o que acabava resultando num pedaço de papel com uma obra amadora da técnica do pontilhismo.

E isso era tão automático que eu só percebi que eu fazia isso quando um colega meu perguntou o que diabos eu estava fazendo.

Outra mania infeliz foi a tal da procrastinação. Volta e meia apareciam – “apareciam”, como se não fosse eu o responsável por isso – páginas em branco no meu caderno com um “COPIAR DE ALGUÉM DEPOIS” escrito lá no alto. Ou então uma página cheia de garranchos escrita “PASSAR A LIMPO”. Mas por que alguém seria idiota para copiar a matéria de maneira porca para depois passar a limpo, sendo que poderia fazer tudo bem feito da primeira vez? Bem, vou explicar.

Desde que eu me entendo por gente eu nunca foi muito rápido para escrever. Mas agora sendo um pouco mais velho e parando para analisar, cheguei a três teorias que poderiam explicar minha falta de habilidade: a primeira é que eu conversava pra cacete e quando me dava por mim o corno professor já estava apagando as primeiras anotações no quadro. A segunda é que pode ser um princípio de TDAH, e eu arrumava coisa melhor pra fazer, o que também me fazia perder as anotações que estavam no quadro. A terceira e última teoria é que é simplesmente impossível prestar atenção ao que o professor está dizendo ao mesmo tempo em que tenta copiar toda a matéria no caderno. Enfim, deve ser uma dessas três. Eu não posso simplesmente ser burro. Ainda mais depois de escrever aquele último post.

E se já era difícil copiar toda a matéria com a letra feia, imagina só fazer isso com todo o capricho que só as meninas mais cuidadosas da turma conseguiam aplicar… Só que por causa da procrastinação, fui sempre prometendo pra mim mesmo que um dia copiaria toda a matéria atrasada, entretanto meu Ensino Médio terminou há quatro anos e eu não lembro de ter feito isso uma única vez.

Mas voltando aos cadernos e letras bonitinhas, existe uma coisa que TODA CRIANÇA já fez: entrar numa papelaria e implorar por um caderno foda e um conjunto de canetas super estilosas que não escorregam, não dão calos e acima de tudo, magicamente incentiva o estudante a querer copiar tudo o que o professor fala na sala de aula.

E o pior que isso acontece mesmo quando você já está com mais de 20 anos e tentando se formar na faculdade. Não é à toa que saí da faculdade duas vezes. A culpa é daquele caderno xexelento de 96 folhas que, de tanto evitar escrever nele, acabei mantendo-o por dois semestres e com várias páginas em branco.

Mas “esse ano promete”. Quando eu pisar na faculdade de novo estarei com meu caderno universitário sem pauta e com folhas amareladas sem ácido tipo moleskine e com um belo conjunto de canetas 0,4mm da Stabilo. Tudo isso para tentar de uma vez por todas ter um caderno tão bonito que me faça ter a disciplina de escrever todas as anotações nele e eu não precisar sair desesperado para pegar matéria atrasada com o coleguinha.

materialfaculdade

PS.: agradeço a quem puder enviar uma foto do próprio caderno pra ser avaliado pela equipe desse blog (eu).

PPS.: apesar dos exageros no final, acredito fortemente que só de ter escrito esse texto e feito promessas perante alguns desconhecidos anônimos, eu realmente vou anotar a matéria tal como um belo de um CDF. Essa coisa de “externalizar o problema” dá certo mesmo.

PPPS.: sério, mandem fotos dos seus cadernos, na moralzinha.

Eu tenho que parar de conviver com gente burra

•22 de fevereiro de 2014 • Deixe um comentário

Bom dia, pessoas bonitas. Há algumas semanas comecei a escrever o primeiro parágrafo da internet brazuca (by Felipe Neto) desse post, porém não passou de 3 linhas muito mal escritas, mas agora estou aqui às 7h20 da manhã de um sábado esperando a academia abrir porra nenhuma, afinal eu prometi nunca mais tocar nesses assuntos de maromba nesse blog pseudo-nerd-frango-que-não-sai-da-frente-do-computador-e-já-começa-a-passar-mal-quando-sabe-que-vai-ter-que-fazer-uma-caminhada-de-5-minutos-pra-comprar-pão-na-padaria-da-esquina.

MEU DEUS, PUTA QUE PARIU. ACABEI DE BATER MEU RECORD DE PROLIXIDADE.

Pois, bem. Gente burra.

Eu não quero parecer arrogante, babaca e nem nada do tipo, mas já que eu não vou conseguir passar a impressão contrária para os que estão lendo um texto meu pela primeira vez, chutarei o pau da barraca nesse post. E já que é pra foder com tudo, começarei citando um cara que muitas vezes é odiado injustamente por causa das opiniões sinceras que emite – um rapaz chamado Israel Nobre (ou Izzy Nobre):

Captura de Tela 2014-02-22 às 07.32.16

“Nunca seja o mais inteligente do seu círculo social.”

Muitos de vocês podem pensar que é uma idiotice sem tamanho pensar dessa forma, que é falta de “coleguismo” com o próximo, mas a verdade é que ninguém gosta de gente burra. Principalmente de gente que não se esforça pra ser menos burra.

Imagine-se na seguinte situação: você é jovem, faz faculdade, tem hábitos regulares de leitura, também gosta de escrever e está desesperadamente à procura de um primeiro emprego. Aí seu brother da faculdade diz que vai te arrumar um emprego. A vaga que ele está desocupando, para ser mais específico. Você nem pensa duas vez e já aceita, e acaba indo trabalhar no lugar que mais tem gente idiota por metro quadrado – um shopping center. (Mas você não culpa o brother porque ele te fez um mega favor e te ajudou a ganhar dinheiro.)

Pois é, esse fui eu durante 11 longos meses.

Pra vocês terem ideia de como era torturante a situação, numa turma de 16 funcionários apenas eu e o gerente tínhamos colocado os pés na faculdade alguma vez na vida. Na verdade, nós dois éramos os únicos a ter prestado o maldito do vestibular. Aliás, existe até um episódio de Friends em que Joey conta para Rachel que a sua irmã Dina é a mais inteligente da família (“Sabe o vestibular? Então, ela fez a prova!”). E isso seria cômico se não fosse tão trágico.

Sério, tem gente lá beirando os 30 anos que não se vê fora do shopping. E sabem quantas pessoas com mais de 30 anos trabalham em shoppings? Poucas. E sabem quais são suas funções? Donos de lojas. Ou Gerente Geral de Faxina Rápida no Setor do Banheiro. O pior é que você resolve dar o duro golpe de realidade na pessoa e tem um “relaxa que isso tá nos planos” como resposta. Mas como tá nos planos se você resolve estudar pro ENEM depois de perder o prazo de inscrição, minha filha?

E mesmo quando vêm te pedir ajuda pra baixar um HD maior pro netbook ou pra mandar um e-mail furioso perguntando pra um desconhecido site de compras coletivas porque o iPhone de 80 reais nunca chegou, ainda ignoram sua não-burrice só porque de vez em quando você faz piadas e trocadilhos com pirocas. Sim, pirocas. Quem nunca? (A propósito, o assunto imaturidade fica pra outro dia.)

Sabem de outra coisa que me incomodava lá, mas num nível tão absurdo que eu fico com ódio só de lembrar? Algumas pessoas não conheciam o conceito de DEZENA E UNIDADE! Observe abaixo como uma das criaturas, ao escrever uma data, colocava o ano de 2013:

20013

Porque afinal de contas, foda-se, né?

20013, mano! 20013!!!

Um dia resolvi perguntar como ela escrevia “vinte mil e treze” e a menina simplesmente bugou. Ela parou por alguns segundos observando como dois números com algumas centenas de diferença entre eles poderiam ser escritos de forma igual. Acredito que até hoje ela estaria pensando no assunto se coisas banais como uma pedra na rua não a distraísse.

Mas calma que esse post não é para falar mal das pessoas com as quais eu trabalhei. Esse post é pra falar mal da burrice em geral!

Por exemplo, nunca pergunte quem foi Steve Jobs, o que é o Guia do Estudante, o que significa “GLS” e coisas do gênero. E também, se você for do tipo de gente burra que não consegue entender ironia ou sarcasmo e dá aquela risadinha idiota de quem CLARAMENTE não entendeu porra nenhuma, por favor não complete com outra piada ou comentário. Não deixe que sua burrice transpareça.

E se você é burro e um dia você resolver ir à academia, ouça com atenção o seu instrutor e as pessoas que malham com você quando te disserem que tu tá fazendo a merda do exercício todo errado. Se é pra fazer tríceps no cross, você deve ficar com os cotovelos parados e não fazer uma simulação de um tucano tentando alçar vôo debaixo d’água.

E por favor, não pergunte nem mesmo por brincadeira – porque como eu disse anteriormente, você vai parecer ainda mais idiota – se quem vai na Campus Party usa caminhão-pipa pra tomar banho (afinal um ambiente fechado nunca tem banheiro, certo?).

facepalm-startrek

E falando em Campus Party, é por isso que eu amo aquele evento. Tecnologia lá é o de menos. Poder conversar sobre tudo – desde putaria até os filmes nomeados ao Oscar – de igual pra igual, com gente desconhecida mas com tanta intimidade que parece que vocês são amigos de infância, isso sim é que é foda. Fazer uma piadinha besta com uma referência obscura e pelo menos 2 pessoas na roda entenderem te faz sentir em casa.

Como eu tenho saudades daquela semana…

É por isso que eu tenho que parar de conviver com gente burra. E você também. A gente não precisa disso. Ninguém tem que ficar andando com marmanjo retardado pra ver se ele “pega no tranco”. Aqui é seleção natural, bitch!

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E não, eu não sou inteligente pra caralho. Como eu exemplifiquei com o tweet do Izzy, eu até prefiro ser o mais burro do grupo, porém tenho (quase) certeza que ninguém nunca quis escrever um texto como esse pensando em mim.

Cara, é muito fácil não ser burro. Basta conviver com seres humanos normais, ler de vez em quando, não ficar bitolado 24h dentro do seu quarto ouvindo sertanojo universotário e abrir mão das coisas que te fazem parecer um idiota.

Eu só não abro mão desse blog porque eu tenho que ser babaca de vez em quando.
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Humor autodepreciativo, a gente vê por aqui.

Vou ali dar uma palestra na Campus Party e já volto

•22 de janeiro de 2014 • Deixe um comentário

Salve! Salve!… É com esse post que eu digo que o blog acabou de voltar das férias. (E juro que a saudação não tem nada a ver com o Pedro Bial, mas sim com o Paulo Bonfá.)

Então, cambada, here’s the thing: segunda-feira que vem irei para São Paulo para a minha terceira Campus Fucking Party. Lembrando que “fucking” é só modo de dizer, afinal ninguém transa nessa porra. Ops, me enganei. :V

Pois é, cá estou eu novamente gastando algumas dezenas de reais para rever todos a maioria dos meus amigos das internéta num só lugar. E de quebra eu ainda vou “palestrar” durante as madrugadas. Mas calma que não é exatamente uma palestra: são podcasts ao vivo comigo, membros do podcast do qual faço parte e convidados. Todos os detalhes que você precisa saber estão aqui.

agenda podcasts ao vivo

Pra você que não poderá comparecer, tentaremos fazer uma transmissão ao vivo pelo YouTube através da ferramenta de hangout, que é o único propósito das pessoas usarem o Google Plus. Como eu ainda não sei exatamente como vai ser feito, se o áudio vai ficar legal, etc – porque só vai dar pra testar quando a gente realmente estiver lá dentro – eu não posso afirmar com 100% de certeza que a transmissão vai acontecer, mas faremos de tudo pra dar certo. E se tudo correr conforme o planejado, a gente vai usar dois notebooks para transmitir e depois eu vou editar, fazer umas jogadas de câmera bem marotas e publicar tudo lá no site.

Então, encarecidamente, peço para vocês acompanharem o facebook e principalmente o twitter do ComéquePOD porque tudo vai ser informado por lá.

Deixa eu ver se tá faltando falar mais alguma coisa…

Ãhn…

Ah, sim! Resolvi fazer um daily vlog, filmando partes importantes de cada dia durante a semana da Campus (mais numa pegada pessoal do que uma “cobertura de evento”), então fiquem de olho no meu canal do YouTube também.

Nos vemos na Campus Party! Ou no hangout. Ou no mês que vem quando eu publicar outro texto aqui.

O último post do ano

•30 de dezembro de 2013 • 4 Comentários

São 3:20 da madrugada. Eu já deveria estar dormindo porque vou viajar daqui algumas horas para o primeiro Revéillon fora da minha cidade-natal. Para alguns pode parecer meio deprê, mas acontece que até meus 12 anos eu vivi me mudando, então o período entre o Natal e o Revéillon sempre foi para passar o tempo com a família. Aí aconteceu de eu acabar vindo morar na cidade onde nasci e, por inércia, continuamos (meus pais e eu) passando a virada do ano por aqui mesmo.

E de vez em quando eu, que sou o membro mais antissocial da casa, preferia passar a virada sozinho mesmo, assistindo filme ou conversando com usuários da rede mundial de microblogueiros com computadores.

Mas dessa vez será diferente. Após alguns meses de economia, levarei meus pais para uma viagem de ano novo. Aliás, “levarei” é maneira de dizer, afinal até hoje eu não tomei vergonha na cara para tirar minha carteira de motorista. O que nos leva ao próximo parágrafo…

Dessa vez eu não fiz e nem farei um post com resoluções para o ano novo. No entanto, tenho uma lista de 101 itens a serem realizados num período de 1001 dias, mas como ela acabou se tornando pessoal demais, não vou divulgá-la aqui e nem em lugar nenhum. Por outro lado, é possível que eu poste algumas conquistas por aqui. Vai depender exclusivamente de 1) não ser pessoal demais, como dito anteriormente, e 2) não virar um texto chato sobre conquista, superação e esforçzZzZz…

Outra coisa: ano que vem alguns aspectos da minha vida mudarão de rumo, então espero do fundo do meu naipe de copas que eu passe menos da metade do tempo que eu passei esse ano na internet. Não quero perder mais tanto tempo com merda, piadinha de facebook, treta de twitter, hobbies que ocupam 110% do meu tempo e não me dão dinheiro e todo esse tipo de coisa. Sem falar que eu quero conhecer mais pessoas, fazer novos amigos e ver os antigos com mais frequência, então menos internet em 2014, por favor. Mas podem se acalmar que eu já renovei o contrato com o Antenor (presidente do fã-clube desse blog) e o Desde91 ainda continuará sendo atualizado três vezes por mês pelo próximo ano.

E é isso.
Boas festas, felicidades, excelente 2014 e nos vemos no próximo ano.

Clica nessa imagem aí, vai.

Clica nessa imagem aí, vai.

6 motivos que comprovam que a brincadeira de amigo oculto é uma cilada

•6 de dezembro de 2013 • 3 Comentários

O ano está acabando. Pra mim essa foi sempre a época de NÃO viajar no Revéillon e também a época de ouvir justificativas de que o presente que eu estava ganhando valia tanto pro Natal quanto pro meu aniversário, mesmo sendo duas datas diferentes. Mas os anos passam e a gente acaba acostumando com esse tipo de coisa, principalmente quando somos adultos trabalhadores e podemos comprar nossos próprios brinquedos.

Meu próximo brinquedinho.

Meu próximo brinquedo.

Só que por pior que essas coisas pareçam, nada será tão ruim quanto à prática do amigo oculto. Ou amigo secreto, dependendo da sua região. Ou amigo surpresa, se é que isso existe. Enfim, aquela brincadeira infeliz onde todo mundo é obrigado a participar, caso contrário você será o babaca do seu círculo social.

Embora eu ache melhor que você não se envolva (e muito menos ME envolva) nessa prática quase criminosa, darei aqui o passo a passo de como fazer o amigo oculto perfeito.

Passo #1: não faça.

Agora sim, podemos prosseguir com o texto.

Camilla Figg

#1 – O amigo oculto tenta criar um ambiente de trabalho (ou escolar) mais agradável. E falha.

Uma verdade universal é que sempre uma dessas pessoas irá sugerir a brincadeira entre o grupo: ou é a líder de turma ou a secretária da firma que tem 5 gatos e não transa há 8 anos. Curiosamente a secretária foi uma excelente líder de turma nos seus tempos de colégio, mas divago. O que essas pessoas não conseguem raciocinar é que um ser humano NUNCA irá se apegar a outro como se fossem amigos de infância, principalmente se eles não estão se dando bem durante os outros 11 meses do ano. É muito constrangedor você sortear uma pessoa a qual você mal sabe o nome e ter que dar o presente mais genérico do mundo a ela por pura obrigação social.

Em alguns casos acaba acontecendo a desistência de uma das partes. Ou de ambas, mostrando assim que apesar de se ignorarem ou se odiarem, essas pessoas têm um nível intelectual (ou no mínimo um senso de ridículo) bastante próximo.

Sem falar que se você sortar seu chefe ou seu professor, a chance de dar merda é ainda maior. Vocês só convivem por obrigação. Um não precisa ser amigo do outro e muito menos dar presentes que não corresponderão às expectativas de ninguém.

#2 – Preços incompatíveis

Escola é uma merda. Não a escola em si, mas a época escolar. Adolescentes com hormônios à flor da pele tentando se mostrar uns melhores que os outros, tentando pagar de super-milionários, quando na verdade o único dinheiro que têm veio dos pais. E se você não tem dinheiro, como vai participar do amigo oculto/secreto/escondido atrás da moita? Simples: é só estipular o valor do presente numa quantia não muito exorbitante. Algo em torno de 10 e 15 reais. O problema é que isso restringe as opções para chocolate ou qualquer coisa genérica de loja de presentinhos. Mas não é só isso! O parágrafo quatro e versículo 18 da Lei de Murphy diz claramente que o valor do presente recebido será pelo menos $1 (um dinheiro) mais barato que o presente dado. E assim tudo tende a piorar…

#3 – Gente que troca o nome depois do sorteio

Como se não bastasse ser uma bricadeira chata de ter que dar um presente aleatório para uma pessoa mais aleatória, ainda tem aqueles que saem perguntando na maciota o nome da pessoa que estava no papelzinho que você tirou no sorteio. A estratégia é encontrar alguém do seu gosto e assim usar de forma mais decente o dinheiro investido gasto. Acontece que até o dia da troca de presentes a turma inteira saberá quem foi que você tirou, e o “oculto” da brincadeira terá perdido completamente o significado.

#4 – A hora de adivinhar quem é o ganhador do presente

Esse é um dos momentos mais bostas do amigo de butuca. Uma rodinha se forma, você vai lá pra meio passar vergonha sozinho e ainda tem que fazer alguma coisa bem idiota pra que as pessoas descubram quem é o seu “amigo”, porque simplesmente dizer o nome não é o bastante. As opções são variadas: você pode fazer uma mímica ou descrever a pessoa exatamente do jeito que ela não é. Eu mal consigo me conter tamanha a diversão.

Eu me lembro de uma vez na quarta-série (hoje se fala é “quarto ano”, certo?) quando a nossa professora havia me tirado. A ideia era descrever a pessoa ao contrário, então ela começou com “ele mora longe” (na época eu morava do lado da escola) e todo mundo já tinha sacado que era eu. Só que aí ela disse que “ele adora futebol”. Aí não teve jeito porque todo mundo sabia que eu mal sei o formato da bola. Isso até hoje, aliás. O estranho é que quando eu abri o presente era UMA BOLA! Até hoje eu tento entender se ela não sabia que eu não gostava de futebol e se esqueceu no meio da brincadeira que tinha que descrever a pessoa ao contrário – nesse caso ela diria que eu odiava futebol – ou se ela simplesmente quis me zoar me dando aquele presente. Eu acredito fortemente na segunda opção, visto que ela foi a primeira professora a claramente não gostar de mim.

#5 – O presente nunca é bom

Depois do item acima vocês estão entendendo meu trauma com amigo que brinca de esconde-esconde né? Pois aqui vai mais um case de desgraça:

Estava eu no primeiro ano (hoje “primeira série” — puta que pariu, hein?) e era novo na escola. A brincadeira em questão era um amigo choco (nome escroto do cacete) feito na Páscoa. Os presentes obviamente eram chocolates. Acabei tirando um cara que tinha o singelo apelido de Piaba. Um cara com um apelido desse vocês já podem imaginar. Inclusive reza a lenda de que ele tenha se cagado durante um aniversário de tão bêbado que estava, rendendo assim seu apelido de Piabão Cagão, que perdurou pelo resto do Ensino Médio. Mas beleza, eu tinha que participar do negócio pra não ser o excluído da turma. Comprei umas barras de chocolate e levei no dia, só que o tal Piaba não apareceu. “Ah, depois eu dou o chocolate então”, pensei.

Só que no fim do dia eu descobri que o imbecil também tinha me tirado no sorteio e resolveu matar aula por causa disso. Depois do feriado de Páscoa ninguém mais lembrava do amigo oculto (tão fracassado quanto qualquer outro) e eu acabei ficando com os chocolates que eu comprei.

Dois anos depois, no fim do ensino médio, eu cometi a imbecilidade de participar novamente. Foi minha última vez. Pra minha sorte acabei ganhando um porta-retrato do meu professor de biologia com uma foto minha e de meus pais que a esposa do dono da escola havia tirado no dia da minha colação de grau. Se dependesse do meu professor eu ganharia só o porta retrato sem nada mesmo. huehuehue

Mas foi legal justamente pela atenção e sensibilidade da mulher ao mandar imprimir as fotos e “agregar valor” ao presente.

Porém o “amigo” que eu tirei foi um dos professores mais babacas que eu já tive. Vamos supor que era meu professor de química só pra ilustrar a situação. Mentira, era meu professor de química mesmo. Ele era aquele cara que se dizia sério e de vez em quando brincava no meio da aula. Só que se você desse risada de qualquer coisa que não fosse as brincadeirinhas idiotas dele, você tinha que lidar com a represália. Enfim, saí pra comprar qualquer merda pra esse cara e acabei comprando uma caneca com alguma coisa escrita nela (algo sobre “stress”, eu acho). Só que na loja apareceu uma colega que tinha saído com meu professor de biologia (o do porta-retrato). Ela acabou comprando uma caneca do mesmo modelo, escrito “Eu sou o chefe” porque além de professor, ele havia se tornado o diretor da escola recentemente. Acontece que a JÊNIA da vendedora fez os dois embrulhos iguais e acabou misturando na hora de nos entregar. Na hora de abrir, o professor de química fez uma cara de WHATAFUCK, eu tomei o presente da mão dele e entreguei o outro.

¯\_(ツ)_/¯

#6 – A modalidade “amigo oculto de gente louca”

Mesmo após todas essas desventuras, ainda tem gente que consegue cagar ainda mais a experiência. Tem umas modalidades onde depois dos presentes serem entregues, alguém pode ir e trocar o presente com você à força. Então por que diabos rola o sorteio se as coisas serão trocadas no fim das contas? E às vezes as coisas acontecem sem o uso da forçação de barra. A pessoa é sorteada, você compra o presente, mas na hora você escolhe qualquer um da pilha de presentes (exceto o seu) e dá pra pessoa…

Eu sinceramente não consigo ver graça nesse tipo de coisa. O que me conforta é que, por não gostar da brincadeira, eu não me tornarei uma secretária futuramente.

PS.: Tive a ideia de escrever esse texto depois de uma conversa com o @LBKatan e com a @pattymeel, mas acabou ficando mais pesado e pessimista do que eu tinha planejado. Aqui ficam minhas desculpas por eu ser um amargurado.

Seis motivos pelos quais Lost In Translation se tornou um dos meus filmes favoritos

•2 de dezembro de 2013 • Deixe um comentário

Lost in Translation, ou Encontros e Desencontros (como foi chamado no Brasil), é um filme de 2003 dirigido por Sofia Coppola. Já faz uma semana que eu vi esse filme e eu não consigo me desligar dele, então aqui vai uma lista com as possíveis causas:

[CONTÉM SPOILERS! Mas pode ler só os títulos em amarelo que tá tranquilo.]

#1 – O filme se passa no Japão

japan-garden

O Japão é foda, cara. Tem umas cidades muito fodas, tecnologia avançadíssima, paisagens naturais incríveis, sistema educacional priorizado pelo governo, um idioma complicadíssimo de entender (o que me faz querer aprender justamente pela dificuldade), teve o Godzilla, e mesmo sendo um país que passa por perrengues constantes como terremotos e tsunamis ele consegue se reerguer em pouquíssimo tempo. Basicamente o Japão é o completo oposto do Brasil, e não só geograficamente falando.

Aliás, Desafio em Tóquio foi o único filme de Velozes e Furiosos que eu assisti. E meu pêsames pelo Paul Walker.

#2 – Bill Murray

bill murray, pernalonga e michael jordan

Esse cara caçou fantasmas, jogou basquete com o Pernalonga e com o Michael Jordan, viveu o mesmo dia várias vezes e até mesmo ganhou um episódio especial do OmeleTV, além de milhares de citações em episódios futuros. Pô, o Bill é foda.

#3 – Scarlett Johansson antes de ser overrated

Anna Faris, Scarlett Johansson e Giovanni Ribisi

93,5% da população mundial com acesso à internet vive pagando pau pra Scarlett Johansson, principalmente se aquela foto onde ela tá com uma blusa vermelha e um super decote (ou aquele onde ela tá de shortinho verde e quase sem blusa) estiver aberta no navegador. É o que aconteceu anteriormente com a Megan Fox na época dos Transformers e é o que vem acontecendo com a Jennifer Lawrence por causa daquela merda (eu disse DAQUELA MERDA!) de Jogos Vorazes.

Mas essa Scarlett do filme tinha apenas 19 anos e nenhum silicone. E isso, meus amigos, é algo que deve ser apreciado.

PS.: nada contra silicone.

#4 – Anna Faris cantando Nobody Does It Better (bêbada)

Começo esse tópico deixando claro que a participação da Anna Faris foi uma das coisas menos legais do filme. Aliás, de todos os filmes com ela que eu já vi, os únicos que eu gostei foram Garota Veneno (me julguem) e o próprio Encontros e Desencontros, no qual o único papel dela é ser uma antiga amiga chatinha do namorado da Charlotte (Johansson), além de quaaase ferrar o relacionamento dos dois. Peraí, será que foi um “quase” mesmo? Respondam aí em baixo se tiverem alguma opinião sobre isso.

Mas bem, a melhor cena dela durante o filme sem dúvida foi essa:

A música original é de Carly Simon e foi usada em 1977 como tema do filme “007 – O Espião que me Amava”.

#5 – Ausência de cena desnecessária de sexo

Se uma cena pode ser perfeita devido a sua não-existência, então podemos falar da cena de sexo de Lost In Translation. Sabe quando você tá curtindo o filme mas ainda fica com pé atrás porque sempre tem uma cena que vai cagar a porra toda? Então. Quanto mais o filme avançava, mais eu ficava esperando a contragosto a cena de sexo que uniria de vez o casal Bob Harris (Murray) e Charlotte, mas em prol do bom gosto isso não aconteceu.

“HURR DURR IA SER DAORA VER A GOSTOSA PELADA”. Cara, não é um filme pornô. Não ia aparecer nada. Então se acalma aí e continua lendo.

#6 – Essa cena:

lost in translation karaoke

Não escolhi essa cena por ser “bonitinha”. Ok, não escolhi essa cena SOMENTE por ser bonitinha, mas também porque é aqui que vemos que os dois estão completamente sozinhos na imensidão que é Tóquio. Eles estão naquele país praticamente obrigados, se vêem num hotel durante uma noite de tédio e saem pra cantar num karaokê com uns amigos japoneses da menina. Aí quando ninguém mais tá aguentando ouvir japonês bêbado tentando cantar em inglês, eles saem pra espairecer e ficam aí nesse love todo.

Pra quem quiser ver a cena completa, é só entrar nesse link aqui.

E é por isso que Lost In Translation é meu novo filme favorito. :)

[Peço que comentem e divulguem para os amigos / Facebook / Twitter / Meu podcast]

 
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