Analisando rapidamente a nova propaganda que quer acabar com a infância do seus filhos

•14 de outubro de 2014 • Deixe um comentário

(Originalmente o nome da empresa estava no título do texto, mas resolvi retirar mesmo que no vídeo abaixo o nome dela apareça o tempo todo. Mas vamos lá.)

 

Esse aí em cima é o tal vídeo que, acredito eu, foi feito para ser veiculado na semana das crianças.

Antes de mais nada, vou explicar aqui que eu não sou um daqueles militantes chatos do caralho que ficam criando abaixo-assinado na internet porque alguma coisa ofendeu a moral e os bons costumes da família brasileira. Sério, leia meus outros textos e você verá que eu não sou um desses caras. Aliás, não lê não porque talvez vai ser você que vai criar uma petição para me banir da internet.

Continuemos.

Eu estava passando o feriado “de buenas” aqui em casa, quando surge a propaganda da TV por assinatura que evitarei dizer o nome, e uma coisa de chamou a atenção. E não foi uma coisinha minúscula que eu tivesse que esperar passar de novo para que eu pudesse confirmar. Eu tava distraído mexendo no celular e mesmo assim consegui captar o nível de UATAFOQUISMO (do inglês, UATAFÂQUE) desse comercial.

Vamos analisar verso por verso da musiquinha.

Era no sofá
Que eu queria ficar
Sem Cl*** HDTV
Não vai rolar
Não tinha desenho
Nem videoteca
Preferi desfilar
Com a minha boneca

Beleza, as crianças de hoje em dia são exigentes. Tudo bem eles quererem ter uma TV em alta definição. Mas olha que pena… ela não tem uma. Mas opa! Ao invés de ficar chateando seus pais para comprarem uma, a garota simplesmente vai pro seu quarto brincar de boneca. Show!

Não tinha pausa
Nem gravação
Melhor é brincar de balão

Caramba, que vacilo desses pais negligentes, não é mesmo? As crianças poderiam estar no conforto do sofá ao invés de estarem causando incêndios com balões mas… Ah, não… Peraí! Evidências comprovam que os balões do comercial são meros balões de gás hélio. Então tá tudo bem.

Papai afinal
Entendeu o recado
Agora o desenho
Ficou mais animado.

Agora o papai entendeu que não importa o quão saudável seja a sua infância, nada será melhor que assistir TV através da Cl*** HDTV.

Com o Neymar.

neymar no sofá

Tá vendo? Eu nem quis ser muito escroto. Só publiquei mesmo pela curiosidade da letra.
(Mas se eu tivesse um filho eu ia tentar arrancar uma grana dessa Cl***, ah se ia.)

Como uma comunidade no orkut me fez ser um cara muito babaca

•2 de outubro de 2014 • Deixe um comentário

Pois é, o orkut morreu. Enquanto vocês estavam se lamentando no twitter sobre um site que ninguém mais entrava desde 2009, eu estava gravando um podcast sobre o assunto. Inclusive, ouçam! Gravei com o dono do Treta, um dos primeiros blogs que eu acompanhei nessa blogosfera de meodeos e de quebra ele até divulgou o podcast lá no site dele. Vocês aí que não manjam dos blogs underground – então como vieram parar aqui?! – talvez conheçam o outro site do qual ele faz parte: um tal de Não Salvo.

galhos de árvore

Pois bem, voltemos para 2004, o ano em que ocorreu a historinha abaixo.

Eu morava numa cidadezinha do interior do interior do cu do mundo onde Judas perdeu as botas que era no interior de um buraco negro situado no estado de Minas Gerais. Eu estava com 12 anos e cursava a sexta série do Ensino Fundamental (que hoje em dia se chama sexto ano, mas até o final desse post já terão mudado novamente para sexta série).

Nossa professora de física – sim, eu estudava física aos 12 anos – tinha organizado uma excursão para o Museu de Física de Lagoa Santa/MG. Estávamos todos ansiosos pela viagem por motivos de: era uma excursão escolar, porra.

Tínhamos combinado de nos encontrar na porta da escola meia hora antes da partida para evitar qualquer tipo de atraso e outros imprevistos. Quase todo mundo estava lá na porta da escola, exceto um dos meus melhores amigos da época que chamarei aqui de Rallo Tubbs para preservar sua identidade. Todos se perguntavam onde estava o jovem gafanhoto mas nem sinal de vida dele.

Enquanto isso, na rodovia estadual…

Um oferecimento Google Street View e minha memória foda pra caralho.

Um oferecimento Google Street View e minha memória foda pra caralho.

… uma mãe e um filho esperavam no calor infernal das 6 da manhã um ônibus passar. Era Rallo Tubbs e sua mãe Berenice, que também teve o nome preservado. Após a impaciência atingir o nível 9000+, a senhora se volta para o filho e diz:

- Criatura, vá para a sua escola e veja se aquela caralha de ônibus vai sair de lá ou daqui da rodovia. Não é possível, meu Deus. Estamos esperando feito trouxas aqui e ninguém aparece para dar uma satisfação. Mas olha só, independente de onde o ônibus sair, você volta aqui e me conta. Não me faça esperar. Agora vai.

Caros leitores, não sei qual é a idade de vocês mas em 2004 pouquíssimas pessoas tinham um celular à disposição. E vale ressaltar também que meu estimado colega teve que andar por um quilômetro para chegar até a escola. Imagina a bosta que não ia ser se ele e o ônibus se desencontrassem. Mas não foi isso que aconteceu.

Na porta da escola haviam cerca de trinta alunos impacientes quando, de repente, alguém avista Rallo Tubbs. “YAY! Bora viajar!”, todo mundo pensou.

- Calma, gente, eu tenho que voltar lá na estrada pra avisar a minha mãe. – disse o garoto
– Não, cara, que burrice. A gente vai passar lá de ônibus e estamos saindo agora.

Não estávamos.

O ônibus demorou mais uns vinte minutos, que deveriam ter se transformado em horas ou milênios para a dona Berenice.

Finalmente partimos. Estávamos todos naquele clima de putaria e algazarra juvenil que só as melhores excursões são capazes de nos proporcionar (e olha que essa nem foi das melhores).

De repente, o motorista vê uma pessoa na estrada. Era uma senhora de quarenta e tantos anos, levemente acima do peso, muito brava, suando, fazendo sinal para o ônibus parar e com um galho na mão. Repetindo: com um galho na mão. É, caramba, um galho de árvore, nunca viu um? Pois então, era a dona Berenice.

Ao que o motorista abre a porta do ônibus, a mulher avança com toda a fúria que um ser humano pode sentir momentaneamente pelo próprio filho e começa a dar galhadas no garoto enquanto gritava:

- SEU MOLEQUE! EU FALEI PRA VOCÊ VOLTAR AQUI E ESPERAR COMIGO! E VOCÊS TODOS AÍ ATRÁS, PAREM DE RIR DO MEU FILHO SENÃO EU BATO EM VOCÊS TAMBÉM!

Coitado, deve ter sido humilhante pra caralho.

Nossa professora conseguiu conter a mulher, que saiu do ônibus de volta para casa (que não era nem um pouco perto de onde estávamos, muito menos perto da escola), deixando para trás o seu filho, que seria alvo de muita zuera e pilhéria.

Visitamos o museu, fato que eu quase não me lembro. Porém me lembro da nossa professora dançando “You’re Still The One” da Shania Twain com um dos alunos na viagem de volta. Aluno esse que tinha um nome que rimava com seu apelido: Jadeu.

E agora chegamos à parte do texto que justifica seu título.

Cerca de um ano e meio depois eu me mudei de cidade. Com isso, eu precisava manter contato com meus amigos e colegas. Era uma necessidade.

Acontece que meu senso de empatia era zero, como todo adolescente retardado, e lembrando-me da puta história engraçada que havia acontecido no dia da visita ao museu, criei uma comunidade.

"Desenformado" foi um erro legítimo. O resto foi por causa do limite de caracteres.

“Desenformado” foi um erro legítimo. O resto foi por causa do limite de caracteres.

A comunidade bombou pra cacete, como podem perceber. Mas o triste mesmo é que eu nunca mais recebi uma notícia da vítima da história toda. Em parte por ele nunca ter feito uma conta no orkut, em parte por ele ter me achado um escroto que só estava esperando sair de seu alcance para poder zoá-lo, eu suponho.

Vocês podem clicar aí na imagem da comunidade para ampliá-la e tentar identificar alguém. A propósito, uma das comunidades que eu não desfoquei é a de um amigo que visitava esse blog de vez em quando e deixava uns comentários bem legais. Deve ter mais de um ano que eu não recebo notícias desse puto. Manifeste-se, por obséquio.

PS.: aqui vai uma informação muito inútil: o screenshot dessa comunidade foi feito em 17/02/2007.

E é isso.

[Curtam, compartilhem, retuitem, imprimam e colem nas paredes da sua escola ou faculdade.]

E não é que eu entrevistei o Marcos Castro?

•16 de setembro de 2014 • Deixe um comentário

Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Por aqui também.

Sei que o blog tá meio parado, mas é porque eu tenho feito muita coisa desse lado de cá da tela e me dividindo entre a faculdade e o meu podcast que agora meio que é minha prioridade em termos de internet. Dá trabalho pra caramba organizar e manter o site, além de escrever as pautas, gravar e editar os episódios. Mas enfim, é algo que eu gosto de fazer e possivelmente deveria ser internado num hospital psiquiátrico por causa disso.

E falando em podcast, o primeiro episódio dessa “nova temporada”, por assim dizer, saiu hoje:

comequepod0032

Se você quiser ouvir – e ouça pois está muito legal – é só clicar na imagem acima e depois no player ou no botão de download lá no post desse episódio.

Foi o podcast mais rápido que eu já editei. Sentamos lá na orla da Lagoa da Pampulha no sábado de manhã e três dias depois e podcast estava pronto. Se eu manter esse ritmo, toda semana terá um podcast novo. IMAGINA QUE LOCO.

No mais é isso, pessoal. Mesmo eu postando pouco por aqui esse ano, vocês ainda podem acompanhar meus outros projetos. Se não sair nada aqui, tenha certeza que tem texto ou podcast novo lá no ComéquePOD.

Se quiser me seguir no twitter também, fique à vontade. Tenho postado menos merda ultimamente (até mesmo por falta de tempo) e recorrentemente coloco o link de alguma coisa nova que eu fiz.

Grande abraço,
a gerência. xD

PS.: Compartilhem esse post e/ou o podcast com os amigos. Nosso objetivo é fazer com que ele seja o mais baixado desses quatro anos de site.

Nem acredito que esse blog já tem cinco anos!

•24 de agosto de 2014 • Deixe um comentário

Pois é, galera… mais um ano se passou e eu ainda estou aqui publicando textos por causa de uma ideia que eu tive aos 13 anos. Caso você não tenha lido – mas eu recomendo que leia – a retrospectiva de toda a minha saga na caótica terra da blogosfera, tudo começou porque eu li uma matéria sobre blogs na Revista Veja no longínquo ano de 2005.

(2005 aliás foi o ano de lançamento de Batman Begins e Harry Potter e o Cálice de Fogo, os últimos filmes que eu vi no cinema da minha cidade. Cliquem na imagem e entendam porque.)

batman begins e harry potter e o cálice de fogo

Mas voltando à retrospectiva, haviam dois pequenos detalhes não mencionados que agora faço questão de contar: o primeiro é que antes do blog ganhar o nome de Ovo de Yoshi, ele havia recebido o nome mais bosta ainda de Dan Regularis por fazer uma péssima analogia com meu nome.

Já o segundo detalhe, eu até comentei muuuito tempo atrás por aqui, mas talvez alguns leitores novos ainda não saibam: antes da febre dos vlogs no Brasil eu havia criado o meu. Pois é, eu tive a cara de pau de me trancar no quarto falando sozinho pra uma câmera. Obviamente todo e qualquer registro dos poucos vídeos feitos foram completamente obliterados da internet. No entanto, deixei a abertura e um dos créditos salvos como registro.

Divirtam-se.

E no mais é isso.
Obrigado a todos que ainda visitam essa joça e não deixem de compartilhar os textos mais legais com os amigos pra que eu consiga bater meu próprio record de acessos do ano passado. ;)

[Divulgue para seus amigos! / Facebook / Twitter / Podcast]

Meu primeiro demo reel (a.k.a. meu portfólio)

•20 de agosto de 2014 • Deixe um comentário

Finalmente, depois de muitos meses de enrolação, consegui organizar quaaaase todos os meus vídeos no computador. Demorei muito porque troquei meu HP Pavilion Dv4 por um MacBook Pro no final do ano passado e ainda não havia conseguido um conversor de vídeos decente para passar todos meus arquivos .wmv pra .mp4.

Watch out, we got a macfag over here.

Watch out, we got a macfag over here.

Pois é, eu acreditava que .wmv era o melhor formato para salvar vídeos até pouco tempo atrás. Só fui descobrir que não era bem assim quando precisei usar o VLC (aquele programinha do cone laranja) para abrir os vídeos porque não dava pra fazer isso nativamente, e depois quando tentei abrir um desses vídeos com o Adobe Premiere. Resumindo, deu tudo errado.

Foi então que, cansado de ver meus vídeos sendo tratados com tamanha esculhambação, entrei no Google e pesquisei “comofas pra mudar de wmv pra mp4 no mac google pelamordedeus meajuda luciano”. Consegui achar um programa cujo melhor adjetivo pra ele é SHOW e comecei a converter as porra tudo. Depois organizei cada vídeo em sua respectiva pasta anual e só depois comecei a fazer a triagem pra montar meu Damon Hill demo reel.

pasta de vídeos

Pois é, a imagem acima não te engana: já tem um bom tempo desde que eu abri um programa de edição pela primeira vez. Apesar da primeira pasta ser de 2006, o primeiro vídeo editado realmente foi em 2007, quando tive acesso ao Windows Movie Maker. Inclusive eu ia postar aqui um frame do meu primeiro vídeo mas aí eu vi que deixei ele pra trás na hora de converter (acabei de achar mais uma pasta com 1,79GB chamada “Organizando CDs”, então depois eu faço isso, mas fiquem aí com uma prova).

primeiro projeto

Então quinta-feira passada eu terminei a versão 1.0 do meu vídeo, que já foi substituída pela 1.1 e em breve será atualizada para a 1.2, com cenas adicionais e informações importantes que eu acabei esquecendo de escrever no final do vídeo.

Enfim, esse foi possivelmente o maior texto introdutório que eu já escrevi, mas pelo menos a galera que acompanha o blog pode ficar feliz por eu ter voltado a postar depois de dois meses.


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[Divulgue ou me contrate! / Facebook / Twitter / Podcast]

Pequenas lembranças de outras Copas do Mundo que não são necessariamente ligadas a futebol

•14 de junho de 2014 • Deixe um comentário

E por incrível que pareça, está tendo Copa sim.

Como vocês talvez desconfiem, ou tenham percebido pela ausência de textos sobre esportes após todos esses anos de blog, eu não gosto de futebol. Não gosto de assistir pois não tenho paciência, não gosto de jogar pois me falta habilidade e tampouco gosto de video-games de temática futebolística pois prefiro jogar coisas as quais eu seria preso se fizesse de verdade, tipo matar prostitutas com tanques de guerra voadores ou pisotear tartarugas após o consumo de quantidades inimagináveis de cogumelos.

Pois bem, ajuste o seu DeLorean para 10 de junho de 1998 ao meio-dia e meio (horário de Brasília). E horário esse em que o Brasil iniciava sua disputa com a Escócia no primeiro jogo na França.

E horário em que essa foto foi tirada:

copa98_pixels

É incrível pensar que essa foto foi tirada há 16 anos. Me faz sentir velho. Também é incrível notar que de todas as coisas nessa foto, apenas eu e o baú estamos aqui para contar história. Aquela bandeira deve ter ido parar no lixo após a derrota do Brasil na final, minhas roupas possivelmente foram doadas devido ao fato de eu ter crescido alguns centímetros, mudamos de apartamento (e de cidade) em dezembro daquele ano e a TV foi vendida em 2009.

Olha o baú aí! (O ventilador também é daquela época.)

Acabei lembrando de outra coisa: eu também adorava o Footix. Sim, o mascote do país-sede que foi campeão e que deu aquela catracada de 3 a 0 no Brasil. Acho que era porque ele me lembrava o Pica-Pau, sei lá, mas eu vivia desenhando aquela porra na escola.

Mas falando em Copa do Mundo – ou não – eu me lembro de pouquíssima coisa que aconteceu em 2002. Teve o Ronaldo com aquele cabelo sinistro; teve a estreia do quadro Copas de Mel no Fantástico com a Denise Fraga, onde ela e o Selton Mello viviam altas aventuras como um casal apaixonado que influenciou indiretamente todos os resultados dos mundiais desde que o Brasil conquistou o primeiro título; teve aquele dia em que eu fiquei no computador emburrado com meus pais por algum motivo e não quis ir pra sala quando eles me chamaram para ver o gol que o Ronaldo tinha feito e… ah, e teve a conquista do Penta, mas eu era tão novo e já me importava tão pouco com a Copa que tudo aquilo acabou passando batido.

ronaldo2002

Avançamos quatro anos na história e… UAU! Eu não me lembro de absolutamente nada do que houve em 2006. A não ser isso.

Quanto às memórias de 2010, existe uma que está bastante vívida e é bem possível que seja devido ao número de coisas absurdas e improváveis que aconteceram num certo dia de jogo.

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Nesse ano eu tinha ido morar em Diamantina que, pra quem não está familiarizado com o carnaval ou com a cultura de Minas Gerais, é uma cidade universitária de aproximadamente 45 mil habitantes, onde tudo que lá existe é sinônimo de álcool e putaria generalizada. A coisa já começou aí. Em segundo lugar, me chamaram pra Baiúca e eu fui! Baiúca é um cruzamento de ruas – com bares em volta e mesas onde deveriam haver carros – que ganhou esse nome por causa do bar mais famoso. O nome do bar que eu fui na verdade é Da Terra, mas isso não faz diferença (a não ser que você esteja do lado de dentro do estabelecimento ao invés das mesas na rua e, como eu estava lá dentro, na verdade faz diferença sim.) Pois é, eu estava num bar e eu nem bebia! E eu estava vendo futebol nesse bar! E quem me convidou pra ir nesse bar foi uma garota que eu jamais pensei que pegaria, mas como a vida é uma brincalhona, às vezes ela facilita bastante pro nosso lado, fazendo a gente deixar o medo da rejeição e a vergonha dentro de casa e fazendo com que garotas bonitas queiram pegar rapazes não tão bonitos assim.

E como se tudo isso não fosse improvável o bastante, quando nós saímos do bar, demos de cara com aquele que viveu um par romântico com Denise Fraga em 2002. Selton Mello & Sua Turma estava gravando cenas da minissérie “A Cura” na cidade e, durante uma pausa, lá estava ele dando rolê na cidade, abraçando universitárias e autografando calcinhas bloquinhos da Betty Boop.

É engraçado pensar que a Copa do Mundo é um evento que faz um país inteiro parar, mas que pra mim é apenas um plano de fundo para alguns momentos importantes não-relacionados ao futebol. Mas antes que você pense que eu sou um escroto babaca que se acha melhor que os outros por causa disso, saiba que eu assisti ao primeiro jogo desse ano. E acompanhei ao vivo as reações exageradas dos gringos do Reddit enquanto isso. Foi divertido.

"Querido diário, o jogo de hoje foi show. Estou confiante de que 1998 será o ano do Brasil. Estou confiante também de que nos próximos anos eu irei ganhar um computador e terei acesso a uma rede mundial deles para publicar para centenas de pessoas todas as merdas que me venham à cabeça. Espero também do fundo da minha alma que quando eu for mais velho, eu tenha o bom senso de não publicar as fotos da minha infância nessa tal rede mundial de computadores. Por enquanto é só. Meus indicadores já estão ficando roxos de tanto datilografar. Até breve."

“Querido diário, o jogo de hoje foi show. Estou confiante de que 1998 será o ano do Brasil. Estou confiante também de que nos próximos anos eu irei ganhar um computador e terei acesso a uma rede mundial deles para publicar para centenas de pessoas todas as merdas que me venham à cabeça. Espero também do fundo da minha alma que quando eu for mais velho, eu tenha o bom senso de não publicar as fotos da minha infância nessa tal rede mundial de computadores. Por enquanto é só. Meus indicadores já estão ficando roxos de tanto datilografar. Aliás, quantas pessoas ainda possuem uma máquina de escrever no final dos anos 90? Com esse questionamento, eu me despeço por ora. Até breve.”

[DVC] Scott Pilgrim Contra o Mundo

•1 de junho de 2014 • 2 Comentários

Eis o terceiro repost do Cine Fanático. Leiam o primeiro e o segundo também.

Vitrine do "De Volta Para o Cinema".

Um filme baseado em quadrinhos com temática de video-game. Quer coisa mais nerd que isso? Então adicione um romance adolescente frustrado. Esse é Scott Pilgrim Contra o Mundo, lançado em 2010, dirigido por Edgar Wright e estrelado por Michael Cera no papel de sempre: ele mesmo, o carinha meio nerd, meio hipster e 100% deslocado.

Baseado na HQ de Bryan Lee O’Malley, lançada em 2004, o filme conta a história de Scott, um cara que possui alguns amigos, uma banda de rock na qual é baixista, divide um apartamento com um rapaz chamado Wallace e tem uma namorada legal e frenética chamada Knives.

A trama começa quando Scott sonha com uma entregadora da Amazon chamada Ramona Flowers e então não consegue parar de pensar nela. Decidido a encontrá-la, e ignorando completamente seu relacionamento com Knives, o jovem baixista resolve fazer uma encomenda qualquer pela internet para criar assim uma desculpa de receber Ramona na porta de casa. Nesse momento, descobrimos que Ramona pode se mover por “rodovias subespaciais” e que os sonhos que Scott teve com ela na verdade era apenas um atalho tomado pela garota para que pudesse fazer suas entregas de forma mais rápida. Pois é, acrescente “buracos de minhoca” (wormholes) na história que ela fica mais nerd ainda. Infelizmente não é tão legal quanto parece.

Vilões

Então Scott acaba saindo com Ramona, deixando Kim de lado e transformando a pobre menina abandonada numa maníaca obsessiva de 17 anos. Porém, o rapaz agora deve enfrentar o mundo para ficar ao lado de Ramona. Ou melhor: ele deve enfrentar os sete ex-namorados da garota, sendo cada um deles uma metáfora para uma fase de um game da vida real, com direito a moedinhas de prêmio e socos super-poderosos. Tudo isso, é claro, fazendo parte de um plano do vilão da última fase.

scott pilgrim blam blam dead

A estética do filme é interessante de se ver. Onomatopeias são exibidas a todo momento, movimentos bruscos são pontuados com efeitos sonoros e diversos quadros foram copiados da HQ com perfeição. Mas não são apenas esses elementos que fazem uma boa adaptação.

Confesso que não é um dos meus filmes prediletos, porém a coisa seria muito pior se toda a história do romance ficasse apenas nas metáforas e não saltassem aos olhos do espectador, como por exemplo o “verdadeiro amor” sendo representado por uma katana e o “auto-respeito” se transformando numa arma mais poderosa ainda, deixando a lição sobre o que é realmente importante para um ser humano.

Então, fica aí a dica de mais uma ode à cultura pop, com direito a referências à Seinfeld e jogos 8-bit, mas sem uma história muito profunda.Talvez esse filme seja para pessoas mais novas.Talvez eu esteja me tornando um chato.

É curioso observar como eu estava passando por uma fase amarga na minha vida quando eu escrevi esse texto.

 
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